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A Escola do Jardim do Monte

1º Ciclo do Ensino Básico

Génese do Projecto 

Em Setembro de 2004 iniciou-se no Jardim do Monte o ensino pré-escolar com o objectivo de proporcionar às crianças um percurso escolar que lhes permita desenvolver capacidades de aprendizagem, no âmbito do seu desenvolvimento global e em harmonia com os ritmos da natureza, segundo os fundamentos educativos de Rudolf Steiner.

A fim de dar continuidade a este projecto pedagógico foi apresentado à DREL um projecto de arquitectura para uma escola de 1º ciclo, já em construção.

No entretanto decidiu-se implementar uma classe de 1º ciclo, funcionando na modalidade de ensino doméstico (Dec.Lei nº 553/80 de 21/11/80, Lei nº 9/79, Cap. I, alínea b) do nº 4 do art. 3º), o que permite desde já acompanhar não só as crianças que terminam o pré-escolar connosco, como também outras, cujos pais entendem o nosso projecto como o mais adequado para os seus filhos.

Assim, em Novembro de 2007, concretizámos essa decisão, graças ao facto da professora Conceição Mendes – desde sempre designada para iniciar a nossa escola – ter sido reformada em Outubro de 07, para nossa grande alegria.

 

A concretização do Projecto

Decorrendo do Projecto Educativo da Harpa – Educação para a Sustentabilidade, ao longo da Vida - e tendo como pano de fundo, por um lado, o resultado da experiência de mais de uma década de saberes realizados em escolas públicas, numa vivência diária a nível das aprendizagens, segundo o Programa de Desenvolvimento de Capacidades de Aprendizagem de Jean Berbaum e, por outro lado, a formação pedagógica na área do Desenvolvimento Pessoal, segundo a antropologia de Rudolf Steiner, que a equipa realizou nessas escolas com o Projecto Aprender a Aprender - um Recurso Educativo de Auto-Formação - deu-se forma a um conceito de Escola sobre o qual se edificou o projecto da escola do Jardim do Monte: 

      Uma escola onde cada criança tem a possibilidade de crescer enquanto pessoa e de encontrar respostas para um desenvolvimento harmonioso de verdadeiro cidadão do mundo, tendo oportunidade de aprender e compreender na natureza e com a natureza, dar sentido e saber usar o que aprende, desenvolvendo o gosto por aprender ao longo da vida e a autonomia em cada processo de aprendizagem. 

 A Escola do Jardim do Monte enquanto espaço físico, humano e cultural concretiza o seu projecto através de: 

1.  Um curriculum cujas áreas/conteúdos, respondendo embora às exigências do percurso escolar em Portugal, são elaborados e tratados para servir as necessidades educativas inerentes ao desenvolvimento global dos alunos em cada faixa etária.

2.  Um curriculum que integra de forma equitativa as vertentes teórica e prática de cada saber, de forma a integrar na experiência de vida dos aprendizes da experiência de vida daqueles em cujo seio brotou e cresceu cada saber.

 

3.  Um curriculum com uma estrutura interna articulada, isto é, que permite o tratamento interdisciplinar de conhecimentos, de forma a tornar acessível aos jovens o seu contexto intercultural - quer a nível dos indivíduos, quer a nível da(s) época(s) e/ou acontecimentos históricos e naturais - que forneça o sentido actual da «aldeia global».

 

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4.  Um método segundo uma abordagem biográfico-pedagógica, isto é: cada aluno é olhado primeiramente e em continuidade, como uma pessoa portadora de uma história e com circunstâncias de vida únicas. É nesse universo que, de forma harmoniosa e integradora, os aspectos pedagógicos são desenvolvidos, como forma de servir a biografia.

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5.  Um espaço físico onde o interior e o exterior interagem como fontes de conhecimentos, «laboratórios» de experimentação, locais plenos de situações reais, onde o micro e o macro possam ser vivenciados como um todo unificador do Homem e da Terra.

6.  Uma organização interna e uma gestão diária por parte dos adultos que possam ser edificadoras do ser e do estar dos seus alunos consigo próprios e no seio social.

7.  Uma abertura à comunidade, não apenas através dos pais e famílias mas relativamente às outras escolas e instituições como forma de enriquecimento mútuo: oferta de experiências/saberes, partilha de afectos, resposta a necessidades, disponibilidade para conhecer/compreender outros universos humanos.

8.  Uma avaliação essencialmente formativa que descreva o processo evolutivo da criança, valorizando as concretizações feitas nas áreas dos saberes escolares, do desenvolvimento sócio-afectivo e dos fundamentos ético-espirituais.

   Definimos com objectivos gerais para este Espaço-Escola: 

- Desenvolver as capacidades individuais para aprender ao longo da vida.

- Ajudar a desabrochar em cada criança o ser humano em devir que ela traz em si para com ele caminhar ao longo da vida.

- Alimentar o amor pela Terra e por todas as formas de vida que ela comporta, para que desse amor emane a vontade inabalável de actuar para a proteger.

- Respeitar a integridade do ser humano em todas as circunstâncias da vida, independentemente da sua origem e da sua cultura.

-Fortificar os sentimentos de gratidão e alegria pela dádiva da Vida em geral e pela contribuição de cada ser humano através daquilo que faz para a sustentar.

- Despertar um interesse genuíno pelas diferentes formas de cultura humana ao longo dos tempos.

- Desenvolver uma sensibilidade artística em várias expressões da Arte.

 

Os nossos recursos humanos                         

A Conceição Mendes, Professora do 1º Ciclo,  foi uma das impulsionadoras do Projecto Aprender a Aprender, durante cerca de 15 anos, ao longo dos quais foi aprofundando os seus conhecimentos e práticas no âmbito da pedagogia de Rudolf Steiner. Esta constituiu o cerne do trabalho daquele Projecto, desenvolvido em escolas públicas na zona da Grande Lisboa, reconhecido pelo Ministério da Educação para progressão na carreira docente a nível da formação contínua.

Tanto com os seus próprios alunos, como com os colegas da sua escola, a quem apoiou na implementação dos Projectos Curriculares de Turma, assim como formadora de muitos outros docentes do 1º ciclo que participaram no Projecto Aprender a Aprender, a Conceição foi alargando a sua já longa experiência na compreensão das necessidades educativas do 2º septénio e na forma de lhes responder através de um curriculum adaptado e de processos de ensino-aprendizagem individualizados.

Acompanhou em continuação o trabalho realizado em Portugal pelos pedagogos Georg Kühlewind, Eckart Dönges e Jean Berbaum, entre outros, e foi uma das participantes do 1º curso de Biografia e Aconselhamento Biográfico, segundo a visão antroposófica, realizado na HARPA por Blanca Sanchez de Muniain, ao longo de três anos.

 O trabalho da professora é no actual momento apoiado por uma equipa, cuja formação e empenho tem sido fundamental no desenvolvimento da escola. 

Catarina Peixoto, Animadora Pedagógica com formação específica em Educação pela Arte/Arte-Terapia com larga experiência em Ateliers de Expressões Artísticas e na coordenação de ATL e Centros de Férias. Iniciou em 2007 o 3º Curso de Biografia e Aconselhamento Biográfico que decorre na HARPA com Marié de Uña. A Catarina é responsável pelas áreas integradas no projecto Aprender com a Natureza, trabalhando com as várias áreas de expressões, jogos e orientação na natureza, para além do ensino do Inglês e da Música.

 

Alexandra Contreiras, Eng.ª Zootécnica, com formação em Agricultura Biológica, Plantas Medicinais e Aromáticas, com um percurso profissional dedicado à preservação do ambiente, das espécies e das artes tradicionais, acompanha as crianças nas actividades na terra e nos ateliers com a lã.  

 

 

Isabel Lã Branca, artesã criadora de objectos de madeira,  marceneira de profissão, confeccionou mobiliário, peças decorativas e brinquedos ao longo de cerca de 7 anos. Integra a equipa desde 2008 trabalhando na área das madeiras com as crianças, para além de confeccionar as refeições.

 

 Soraia Pascoal, com formação em Animação Social, trabalhou com crianças em situação escolar e em actividades de férias antes de integrar a equipa do Jardim do Monte. Aqui acompanha as crianças nas actividades complementares apoiando o trabalho da Catarina na área dos trabalhos manuais e jogos na natureza. Participa no trabalho de formação interna da HARPA, no sentido de uma progressiva integração nos fundamento do seu Projecto Educativo.

 

 A equipa é apoiada por sessões de formação interna – pedagogia, pintura, desenvolvimento pessoal -  da responsabilidade de Leonor Malik– Formadora de Professores, doutorada na área das Ciências de Educação, Biógrafa e Arte Terapeuta e responsável pelo Sector da Educação da HARPA. A formação interna foca essencialmente o (auto) desenvolvimento ao longo das fases da vida, segundo a visão antroposófica, como suporte do trabalho educativo com crianças e a nível da comunidade.

 

Como funcionamos ao longo do ano lectivo 

Num espaço interior cuidadosamente preparado para acolher as crianças, completado pelo grande espaço exterior que constitui a quinta da HARPA – floresta, horta, pomar, jardim etno-botânico – as actividades curriculares decorrem ao longo da manhã, sendo a tarde, após o recreio, preenchida com as actividades complementares, no âmbito do Projecto Aprender com a Natureza.

As refeições – fruta da manhã, almoço e lanche - confeccionadas exclusivamente com produtos biológicos decorrem na companhia dos adultos que trabalham com a crianças.

Nas festas celebradas ao longo do ano, a Escola associa-se ao Jardim de Infância, nomeadamente Festa das Lanternas/S. Martinho; Advento; Festa das Candeias e S. João. 

      

 

Do nosso Projecto Pedagógico, destacamos 

«A grande tarefa do professor é fazer chegar o «mundo» até à criança, de maneira adequada à sua idade. Emoções e vivências intensas devem acompanhar o ensino de todas as matérias. Cada dia de aula deve ser para os alunos uma série de vivências que lhe despertem a admiração, o entusiasmo diante das maravilhas do mundo, da história, da matemática…

Primeiro é preciso despertar os professores para que estes possam acordar as crianças e adolescentes, e é somente dentro do próprio Homem que encontramos o que é capaz de nos despertar.»

Rudolf Steiner

 “Não basta adquirir conhecimentos, é necessário compreender, dar sentido e saber usar o que se aprende, para assim desenvolver o gosto por aprender e a autonomia no processo de aprendizagem.” 

“…dar uma atenção prioritária à natureza das actividades de aprendizagem que os alunos realizam na escola, promovendo-se as atitudes, os hábitos favoráveis, a experimentação e a reflexão, nos processos de ensino e aprendizagem.”

Curriculum do 1º ciclo

 A Escola do Jardim do Monte pressupõe um regime de liberdade de ensino

. Liberdade quanto às Metas de Educação: cada professor é um facilitador das aprendizagens de forma a que cada criança desenvolva as capacidades que necessita para realizar de forma consciente o seu percurso de vida.

 . Liberdade quanto ao Curriculum: O conteúdo do currículo está adaptado às fases de desenvolvimento das crianças, considerando a inclusão de todos os conteúdos previstos no programa do ensino oficial. Cabe à escola determinar a época em que as matérias devem ser ensinadas.

. Liberdade quanto ao Método Pedagógico: cada criança tem o direito de aprender segundo as suas capacidades e limitações. 

Todas as aprendizagens na faixa etária dos 6/7 anos aos 9/10 anos, são focadas na imagem de que O MUNDO É BELO. A harmonia e os mistérios que o mundo e a natureza nos presenteiam, provocam no aprendiz uma alegria constante de descobrir novas belezas e novos enigmas.

Ensinar a aprender é uma tarefa constante do professor, aproveitando diariamente o meio envolvente da criança/aprendiz, as suas vivências e os seus saberes ocultos, como base para a matéria/conteúdos a desenvolver, respeitando os interesses da própria idade e o ritmo de cada criança.

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Assim, em qualquer dos blocos das diferentes áreas de aprendizagem, começa-se sempre por observar e vivenciar o que nos rodeia, consoante o objectivo desse bloco, inserindo-nos no ritmo da natureza (estação do ano, mês, semana…), partindo sempre do que ela nos dá naquele momento e do que cada criança já sabe sobre esse assunto.  

Língua Portuguesa 

Na aprendizagem da leitura e escrita, a oralidade é usada como primeiro instrumento de expressão e intensamente cultivada por meio de poesias, contos de fadas, narrações, lenga-lengas, para que a criança possa reproduzir correctamente o que ouve. 

Da vivência à aprendizagem

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Começará por escrever globalmente palavras que ela conhece e gosta, acompanhadas sempre por bonitos desenhos que ela própria ilustra. Mais tarde começará a aprendizagem das letras que será sempre acompanhada de uma história relacionada com a letra e contada pelo professor. Durante o primeiro ano só se escreverá em maiúsculas de imprensa, com lápis de cera de cores bonitas tal como a sua idade o permite, respeitando assim o seu desenvolvimento.

A leitura acontece naturalmente durante todo o processo, desde que o interesse da criança esteja desperto. Nestas idades, os textos são escolhidos de acordo com a mesma e serão o material de trabalho das respectivas classes.

Iniciação à escrita

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Matemática 

Na aprendizagem da matemática, todo o corpo deve entrar em actividade, e é através do corpo, dos seus movimentos e ritmos que os primeiros elementos de matemática devem ser assimilados; a criança faz cálculos, contagens, recita tabuadas, usando o movimento corporal, o ritmo, deslocando-se no espaço, vivenciando todos os exercícios através do corpo. Trabalha com unidades, dezenas, centenas, andando, batendo palmas, acentuando os números desejados. As quatro operações são praticadas simultaneamente através do cálculo mental e do corpo a partir de situações problemáticas construídas pelas próprias crianças no âmbito das actividades realizadas no meio circundante: formar conjuntos das diversas árvores de fruto, contar as bolotas apanhadas, calcular o nº de favas semeadas, contando a quantidade colocada em cada rego e o nº de regos feitos; realizar operações através de pesagens de frutos colhidos; calcular a área das estufas através de medições feitas no terreno, etc.  

                                   

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 Tudo isto é vivenciado muito antes de aprender a escrever os números e de fazer contas no caderno.

 As crianças conquistam o espaço dos números com o corpo, com a alma e com o espírito.

Nunca deve ser esquecido que qualquer matéria/conteúdo trabalhado será sempre na base de que o mundo  é belo.

 

Áreas Transversais 

Considerando que a criança aprende através do seu corpo e usa os seus sentidos como porta aberta para as aprendizagens, o movimento corporal é o elemento fundamental e comum a todas as áreas. Todas  as áreas que se seguem têm um ritmo semanal.

A euritmia

A arte de euritmia torna visível tanto a palavra falada como a música tocada. Na euritmia pedagógica utiliza-se uma linguagem rítmica ou musical, pequenos poemas, histórias da época do ano, contos de fadas e canções para as acompanhar. As crianças imitam os gestos que correspondem aos sons da fala. Cada movimento expressa um som, um sentimento e tem o seu sentido. Os ritmos, as mudanças de rápido-lento, grande-pequeno, curvo-direito, claro-escuro exigem da criança uma “ginástica anímica” que a concentra e relaxa, consolida e liberta.

Assim, a criança pode transformar e harmonizar o excesso de impressões do mundo à sua volta, trazendo imagens e experiências para a alma.

“A euritmia fortalece as iniciativas da vontade, quando a criança faz movimentos nos quais a alma se manifesta”, afirmou Rudolf Steiner, o criador da Euritmia.

No 1º ciclo as crianças percorrem formas espaciais em grupos ou individualmente e com a música (ao vivo) são agora ensinados os movimentos dos tons, intervalos, etc. também expressos em coreografias simples. O objectivo nas aulas é que a criança seja cada vez mais independente na sua expressão nas coreografias e na participação em trabalho do grupo.

A euritmia beneficia a coordenação, a concentração e apoia a postura, ajudando a criança a desenvolver-se em equilíbrio. Também apoia as matérias ensinadas na escola.

 

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O Conto, o Desenho de Forma e a Pintura com aguarelas 

O Conto tem como objectivo principal ser o alimento da alma. É feito de forma oral e adequado à faixa etária das crianças.

O Desenho de Forma é uma actividade que pretende desenvolver na criança o ritmo, a harmonia estética e a disciplina mental. Na verdade é um caminho de desenvolvimento interior onde a coragem, a perseverança, o equilíbrio interior, a calma e o recolhimento estão sempre presentes.

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A Pintura com aguarelas tem como meta principal levar a criança a vivenciar o mundo das cores e a expressar a sua vida dos sentimentos.

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ACTIVIDADES COMPLEMENTARES

Projecto Aprender com a Natureza, a escola à volta da Escola 

As Actividades Complementares como a Música Instrumental, o Canto, o Inglês, o Teatro e Dramatização, Artes Plásticas e Artesanais, Agricultura e Jardinagem,  Jogos de Orientação na Natureza apresentam-se não só como um complemento curricular mas também se integram num todo que proporciona à criança um saudável desenvolvimento global, permitindo-lhe exteriorizar as suas capacidades individuais e em grupo, necessárias à sua integração harmoniosa no mundo.  Nos diferentes ateliers criamos espaços mágicos que acompanham os vários ritmos da Natureza através das quatro estações do ano: o Outono, o Inverno, a Primavera e o Verão.

 

Música e Canto

Através de actividades na sala de aula e ao ar livre, procuramos despertar o interesse e a curiosidade pelos fenómenos do som, do silêncio e da música, experimentando instrumentos de ritmo ou escutando os sons da Natureza. Utilizamos também a capacidade de improvisação para desenvolver a criatividade musical. Com a vivência diária de melodias e ritmos, cada criança aprende a cantar como expressão de alegria interior. Assim, aprendemos novas canções, músicas e melodias escutando a guitarra clássica e tocando por imitação flauta de Bisel, como principais instrumentos musicais.

 

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Inglês 

As actividades de inglês são realizadas através de músicas, danças, poesias, e jogos que facilitam a aprendizagem de novas palavras de forma lúdica e natural. Cada tema é apresentado duma forma viva e directa através do uso da arte e do corpo. O objectivo é criar na sala de aula uma atmosfera natural onde a criança aprende a nova língua com espontaneidade e entusiasmo.

 

Dramatização e Movimento 

Desenvolvemos actividades de expressão corporal, trabalhando a construção de personagens através do jogo dramático. A dramatização e o movimento surgem sempre como componentes a todas as outras actividades realizadas com as crianças.

  

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Trabalho com a lã 

No Inverno aquecemos as mãos e a alma das nossas crianças com a dádiva da lã, experimentando todo o processo de transformação desde que sai da ovelha até aos fios coloridos e entretecidos: lavar, cardar, fiar, tingir, tricotar, feltrar e entretecer a lã são actividades ao longo das quais se vão ultrapassando dificuldades e assim obtendo resultados surpreendentes que desenvolvem capacidades muito para além da tarefa realizada.

 

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Trabalho com a madeira 

Tocar a madeira e sentir-lhe o peso, a textura, o cheiro e a cor. Transformá-la em pequenos objectos ou simplesmente seguir o seu gesto, fazendo surgir dela uma inesperada finalidade, até ao trabalho mais dirigido para se experimentar formas côncavas, convexas e lineares num objecto do quotidiano, como uma colher.

 

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Agricultura e Jardinagem

O contacto directo com os ritmos anuais, participando nos trabalhos realizados na terra em cada estação, é a experiência essencial que se pretende oferecer às crianças: cavam, semeiam e plantam hortícolas e plantas aromáticas, fazem compostagem, apanham frutos, podam e limpam as árvores, queimam os ramos velhos, etc. conforme as necessidades da natureza em cada época. Sempre que possível colaboram na transformação das dádivas da natureza: fazem compotas, óleo de calêndula, etc.  Em cada experiência sentem, cheiram, observam, ouvem, provam com todo o seu ser, aprendendo a amar, cuidar e respeitar a Mãe-Natureza.

 

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